Tudo o que você precisa saber para realizar seu sonho da casa própria no Japão

Posso vender minha casa no Japão mesmo com financiamento?

Muitos brasileiros que vivem no Japão pensam que não podem vender a casa enquanto ainda estão pagando o financiamento.

Alguns dizem:
“Ainda devo para o banco, então não posso vender.”

Outros pensam:
“Só posso vender depois de quitar tudo.”

Mas a verdade é que, em muitos casos, é possível vender uma casa no Japão mesmo com financiamento.


O ponto mais importante é entender se o valor da venda será suficiente para quitar a dívida com o banco e pagar os custos da venda.
Por isso, antes de tomar qualquer decisão, é necessário analisar a situação com calma.

  1. O financiamento precisa ser quitado na venda
    Quando uma casa é comprada com financiamento no Japão, normalmente o banco registra uma garantia sobre o imóvel. Essa garantia existe para proteger o banco enquanto a dívida ainda não foi paga.
    Na prática, isso significa que, para vender a casa e transferir o imóvel para o comprador, o financiamento precisa ser resolvido.

Na maioria dos casos, o caminho é este:

  1. o imóvel é vendido;
  2. o dinheiro da venda é usado para quitar o financiamento;
  3. a garantia do banco é cancelada;
  4. o imóvel é transferido para o novo comprador.

Então, o problema não é simplesmente “ter financiamento”.
O problema é saber se a venda consegue resolver a dívida.

  1. O primeiro passo é saber o saldo devedor

Antes de perguntar “por quanto posso vender minha casa?”, você precisa saber:
quanto ainda falta pagar ao banco?

Esse valor é chamado de saldo devedor.

Muitas pessoas olham apenas para a prestação mensal, mas não sabem exatamente quanto ainda devem. Isso é perigoso, principalmente para quem está pensando em voltar para o Brasil.

Você deve confirmar:

  • saldo atual do financiamento;
  • se existe pagamento de bônus;
  • se há taxa para quitação antecipada;
  • se existem outros empréstimos relacionados à casa;
  • se há dívidas de reforma, garagem, energia solar ou móveis.

Sem saber o saldo devedor, não dá para tomar uma decisão segura.

  1. O segundo passo é saber o valor real da casa hoje
    Depois de saber quanto você deve ao banco, é preciso descobrir quanto sua casa pode valer no mercado atual.
    E aqui é importante ter cuidado.
    O valor da casa não é necessariamente o valor que você pagou quando comprou.
    Por exemplo, algumas pessoas dizem:
    “Comprei por 28 milhões de ienes, então quero vender por 28 milhões.”
    Mas o mercado não pensa assim.
    O valor de venda depende de vários fatores:
  • localização;
  • idade da construção;
  • tamanho do terreno;
  • estado da casa;
  • vagas de estacionamento;
  • reformas realizadas;
  • procura na região;
  • preço de casas parecidas;
  • facilidade de financiamento para o comprador.
    Além disso, reformas, garagem, móveis ou energia solar podem ajudar a vender melhor, mas nem sempre o comprador paga tudo o que o proprietário gastou.
    Por isso, é importante fazer uma avaliação realista.
  1. Compare três valores importantes
    Para saber se você pode vender com segurança, é preciso comparar três números:
  2. Saldo devedor
Quanto ainda falta pagar ao banco.
  3. Valor provável de venda
Quanto a casa pode valer hoje no mercado.
  4. Custos da venda
Comissão da imobiliária, despesas de registro, documentos, impostos, limpeza, mudança e outros gastos.

Muitas pessoas cometem o erro de comparar apenas o valor da casa com o saldo do banco.
Mas isso não basta.

Mesmo que a casa seja vendida por um valor parecido com o saldo devedor, ainda podem existir despesas. E, no fechamento, pode faltar dinheiro.

  1. Três situações possíveis

Caso 1: a casa vale mais do que a dívida
Essa é a situação mais tranquila.
Exemplo:

  • saldo do financiamento: 18 milhões de ienes;
  • valor provável de venda: 24 milhões de ienes.
    Nesse caso, existe uma boa possibilidade de vender a casa, quitar o banco e ainda sobrar algum dinheiro, depois de descontar os custos da venda.
    Mesmo assim, é necessário calcular com cuidado.

Caso 2: a casa vale quase o mesmo que a dívida
Essa situação exige atenção.
Exemplo:

  • saldo do financiamento: 22 milhões de ienes;
  • valor provável de venda: 22 milhões de ienes.
    À primeira vista, parece que está tudo certo. Mas e os custos da venda?
    Se houver comissão, despesas de registro, limpeza, mudança ou outros pagamentos, pode faltar dinheiro no final.
    Por isso, nesse caso, o proprietário precisa planejar bem antes de vender.

Caso 3: a casa vale menos do que a dívida
Essa é a situação mais delicada.
Exemplo:

  • saldo do financiamento: 25 milhões de ienes;
  • valor provável de venda: 21 milhões de ienes.
    Nesse caso, vender a casa normalmente pode não ser suficiente para quitar o financiamento.
    Mas isso não significa que a pessoa deve simplesmente desistir, parar de pagar ou voltar para o Brasil sem resolver.
    Pelo contrário: quanto mais cedo procurar orientação, maiores podem ser as opções.
    O pior caminho é esperar a situação piorar.
  1. Cuidado antes de voltar para o Brasil

Se você está pensando em voltar para o Brasil, tenha muito cuidado com esta ideia:
“Vou embora e depois vejo o que faço com a casa.”

Essa decisão pode trazer problemas sérios.
Se o financiamento continuar em seu nome, a responsabilidade continua sendo sua.
Se as parcelas atrasarem, o banco poderá tomar medidas.
Se a casa ficar vazia, podem surgir problemas de manutenção, imposto, seguro e vizinhança.
Além disso, resolver tudo estando no Brasil pode ser muito mais difícil.
Pode ser necessário assinar documentos, conversar com banco, enviar procurações, preparar documentos oficiais e depender de outras pessoas no Japão.
Por isso, sempre que possível, é melhor analisar a situação enquanto você ainda está no Japão.

  1. Não espere atrasar o pagamento
    Muitas pessoas só procuram ajuda quando já estão com parcelas atrasadas.

Isso é um erro.

Quando ainda não existe atraso, normalmente há mais tranquilidade para avaliar o imóvel, conversar com a família, preparar documentos e vender com uma estratégia melhor.
Quando o pagamento já está atrasado, a pressão aumenta.
A pessoa pode ficar desesperada, aceitar um preço muito baixo ou perder força de negociação.
Se você percebe que, daqui a alguns meses, talvez não consiga continuar pagando, não espere a situação ficar grave.
Procure orientação antes.

  1. Vender rápido nem sempre significa vender bem
    Quem está voltando para o Brasil muitas vezes quer resolver tudo rapidamente.
    Isso é compreensível.

Mas vender com muita pressa pode causar prejuízo.
Quando o proprietário tem pouco tempo, o comprador percebe a urgência. E, muitas vezes, tenta negociar para baixo.

Por isso, se você pensa em voltar para o Brasil nos próximos meses, comece agora:

  • confirme o saldo do financiamento;
  • peça uma avaliação do imóvel;
  • organize documentos;
  • converse com a família;
  • entenda os custos da venda;
  • defina uma estratégia.
    Quanto mais cedo começar, maior a chance de vender melhor.
  1. Documentos que ajudam na análise
    Antes de conversar com uma imobiliária, se possível, separe algumas informações.

Você pode preparar:

  • documentos do financiamento;
  • informação do saldo devedor;
  • comprovante do imposto do imóvel;
  • contrato de compra;
  • planta da casa;
  • documentos de reforma;
  • informações de energia solar, garagem ou outros financiamentos;
  • data aproximada em que pretende voltar para o Brasil;
  • valor da prestação mensal.
    Mesmo que você não tenha todos os documentos, não precisa desistir de consultar.
    O mais importante é começar.
  1. Procure uma imobiliária que entenda financiamento e fale português
    Vender uma casa financiada no Japão não é apenas colocar um anúncio na internet.

É preciso entender:

  • financiamento habitacional;
  • saldo devedor;
  • valor de mercado;
  • custos de venda;
  • documentos;
  • banco;
  • prazo para mudança;
  • situação familiar;
  • planos de voltar para o Brasil.
    Para brasileiros, também existe a dificuldade do idioma.
    Muitas vezes, a pessoa até fala japonês no trabalho, mas não entende com segurança documentos de banco, contrato de venda, imposto, registro e termos técnicos.
    Por isso, é muito importante procurar uma imobiliária que fale português e entenda a realidade dos brasileiros no Japão.
  1. Procure uma imobiliária que entenda financiamento e fale português
    Vender uma casa financiada no Japão não é apenas colocar um anúncio na internet.

É preciso entender:

  • financiamento habitacional;
  • saldo devedor;
  • valor de mercado;
  • custos de venda;
  • documentos;
  • banco;
  • prazo para mudança;
  • situação familiar;
  • planos de voltar para o Brasil.
    Para brasileiros, também existe a dificuldade do idioma.
    Muitas vezes, a pessoa até fala japonês no trabalho, mas não entende com segurança documentos de banco, contrato de venda, imposto, registro e termos técnicos.
    Por isso, é muito importante procurar uma imobiliária que fale português e entenda a realidade dos brasileiros no Japão.
    Conclusão
    Sim, em muitos casos, é possível vender uma casa no Japão mesmo com financiamento.

Mas antes de decidir, você precisa saber três coisas:

Quanto ainda devo ao banco?
Quanto minha casa vale hoje?
Quais serão os custos da venda?

Com essas respostas, fica mais fácil entender se a venda é tranquila, se será necessário colocar dinheiro, ou se a situação exige uma estratégia mais cuidadosa.
Se você está pensando em voltar para o Brasil, está com medo de não conseguir continuar pagando ou quer vender sua casa no Japão, não deixe para a última hora.
Uma decisão tomada com calma pode evitar prejuízos, dívidas e preocupações no futuro.

A JI Consulting atende em português e ajuda brasileiros no Japão a entenderem suas opções para vender, manter ou resolver problemas relacionados a imóveis e financiamento habitacional.

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